Sábado, 29 de Abril de 2006

Milagre para quem quer ver

Um dia um amigo me perguntou: "Tomás, você já viu um milagre, milagre mesmo, desses de água subir a cachoeira, ou algo contra as leis acontecer?" Eu respondi que não. No mesmo dia, vi uma pessoa cair de um penhasco de 50 metros de altura e não quebrar nada. No fim do dia eu falei: "Ale, hoje vimos um milagre acontecer." Milagres acontecem todos os dias. Desejos repentinos encontram condições externas absolutamente favoráveis, pessoas doentes se recuperam inesperadamente, encontramos pessoas que não víamos há anos mas que horas atrás haviamos pensado nelas, desempregados encontram empregos. Eu vi um milagre acontecer, um milagre grande. Milagres acontecem mas não vemos. Milagres são átomos de carbono oxigênio e hidrogênio andarem, falarem, pensarem, amarem. A esses milagres chamamos de "pessoas". Milagres são crianças nascerem do ventre de suas mães. Milagres são as estações da natureza, o Sol, a Lua, as marés. Milagres são os novos remédios, milagre é alguém que acabou de aprender a ler. Milagres acontecem todos os dias, são a própria vida. Você tem olhos para os ver? Milagre é quando você tem certeza.

Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

Palco com telão Posted by Picasa

Sua Santidade o Dalai Lama Posted by Picasa

Da esquerda para direita Edu, Lama Padma Santem, os outros não conheço....risos Posted by Picasa

Foto do trono onde sua Santidade se sentou para palestrar Posted by Picasa

Mais fotos do Zulai, logo após a saída do Dalai Lama Posted by Picasa

Quinta-feira, 27 de Abril de 2006

Sua Santidade o Dalai Lama no Templo Zulai

Foi um dia de muita alegria. Poder estar presente com sua Santidade o Dalai Lama e por 4 horas receber ensinamentos do Dharma. Como fazia o Buda há 2500 anos atrás, Sua Santidade reuniu cerca de 2.500 pessoas no Templo Zulai em Cotia onde ministrou alguns ensinamentos sobre um antigo poema budista. O Dalai Lama ressaltou a importância de respeitarmos as diferenças entre as pessoas, e a multiplicidade do Universo; sendo assim, orientou que devemos respeitar também as várias tradições religiosas. Ele recomendou que nos mantivessemos em nossa religião "materna" com a exceção de alguns casos, onde seguindo um chamado cármico, nos sentimos motivados a nos tornarmos budistas. O Dalai Lama falou sobre a compaixão, e sobre o amor, e também sobre nossa prática na vida diária. Ele discursou sobre a noção de "Eu" e todo o sofrimento e prazer envolvido neste conceito mental. Segundo o Dalai Lama o progresso material é benéfico a todos os seres, mas incapaz de nos prover espiritualmente. Sensorialmente podemos estar satisfeitos, mas a maior fonte de sofrimento humano ainda é no nível mental. Para sanarmos este problema apenas a verdadeira espiritualidade; No final em um ato de absoluta simplicidade, disse que devemos estar atentos e analisar com afinco se ele pode realmente ser um mestre do Dharma para nós e assim finalmente tomarmos a decisão independentemente. Seguem algumas fotos do evento. ("Que os méritos deste encontro alcancem todos aqueles que estejam aqui lendo o Blog")

Mestres de 39 Sanghas Budistas (comunidades) aguardam a chegada do Dalai Lama Posted by Picasa

A expectativa da entrada Posted by Picasa

Sua Santidade o Dalai Lama pedindo aos discípulos para se sentarem Posted by Picasa

Criança dedica a Bandeira do Brasil à Sua Santidade Posted by Picasa

Coral Filhos de Buda homenageiam o Dalai Lama Posted by Picasa

Arquibancadas Posted by Picasa

Entrada do Templo Posted by Picasa

Dalai Lama em prece Posted by Picasa

Sua Santidade o Dalai Lama meditando com os fiéis>Posted by Picasa

Budistas se reunem dentro do templo Posted by Picasa

Dentro do Templo Posted by Picasa

Buda Maitrea na entrada do Templo Zulai Posted by Picasa

Quarta-feira, 26 de Abril de 2006

Jane Jacobs

Não posso deixar de mencionar aqui minha homenagem a Jane Jacobs, autora de "A Natureza das Economias" e "Morte e Vida nas Grandes Cidades Americanas". Jane Jacobs é para mim uma grande fonte de inspiração, através de suas observações da cidade e das relações humanas, ela foi capaz de criar uma ciência até então desconhecida baseada principalmente em sua sensibilidade. "Será lembrada como uma das maiores pensadoras urbanas do nosso tempo", disse o prefeito de Toronto, David Miller, em um comunicado. Jacobs defendia a densidade urbana e a pluralidade cultural, e combatia as autopistas e as cidades espalhadas por grandes áreas. Ela faleceu neste dia 25/04 no Canadá.

Receita para lidar com a ignorância

Silêncio, apenas silêncio....

Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Quebra cabeças

Agente tem uma imagem na cabeça, uma vaga idéia do que virá pela frente. Nas mãos apenas pequenas peças com imagens desconexas. Ao longo do tempo e com paciência, muita paciência vamos encontrando os pequenos pedacinhos que tem a ver entre si, colocando eles perto, separando por cor, por tema, linhas parecidas. Aos poucos começamos formar alguma pequena imagem, um céu, um mar, o casco de um navio, a parede de um castelo, aos poucos... Nossas vidas são um pouco assim. As pessoas são pequenas pecinhas que vão aparecendo pelo caminho, mas você as vezes não sabe bem ao certo onde se encaixam. Enfim, por tanto tempo nós mesmos ficamos lá, jogados dentro daquele saco, como uma pecinha comum, sem dar a nós o devido valor. Num quebra cabeça, mesmo aqueles, grandes de 1.000 peças, se faltar uma peça, ele não está completo. Na minha vida, muitas pessoas passaram, muitas vieram e se foram, mas hoje estou formando com elas um grande quebra cabeça, cada qual no seu devido lugar, cada qual tinha sua função devida na minha vida, na sua hora certa. Fui juntando as peças por afinidade, por cor, e foi formando um quebra cabeças bem bonito, que hoje chamo de VIDA.

Participação "nem tanto" especial

Pois é pessoal! O Blog da Cristine está de arrasar mesmo! Além de uma ser super informada e descolada agora ela conta com colunistas de gastronomia, dicas de restaurantes, teatro e muito mais. A partir da semana que vem terei o maior prazer em participar de http:\\ahtahtudobem.blogspot.com com as minhas dicas de livros, sempre em vídeo! Aguardem! Deixo aqui minha homenagem especial a minha amiga de pautas! Agora vamos dividir o mesmo Blog!

Segunda-feira, 24 de Abril de 2006

A pequena porta de Alice

"Alice estava bem atrás dele quando dobrou a esquina, mas ainda era possível avistar o coelho. A menina encontrou-se, então, em um comprido e baixo aposento, que era iluminado por uma fileira de lâmpadas penduradas no teto. Havia portas por toda a volta do aposento, mas estavam todas trancadas, e depois que Alice percorreu uma a uma, tentando cada porta sem sucesso, ela voltou tristemente para o centro do quarto, pensando sobre como sairia daquela. De repente, encontrou uma pequena mesa de três pés, toda feita em vidro sólido: não havia nada sobre ela senão uma minúscula chave dourada e a primeira idéia de Alice foi de que ela deveria pertencer a uma das portas da sala; "mas, ai de mim!, ou as fechaduras são muito grandes ou a chave muito pequena, mas de qualquer maneira não iria abrir nenhuma das portas." Entretanto, na segunda tentativa, Alice encontrou uma cortina que não havia percebido antes, e atrás dela existia uma pequena porta de aproximadamente 40 centímetros: a menina colocou a pequena chave dourada na fechadura e, para seu grande prazer, ela encaixou! Alice abriu a porta e viu que dava para uma pequena passagem, não muito maior que um buraco de rato: ela ajoelhou-se e avistou o mais adorável jardim que jamais vira. Como ela gostaria de sair daquela sala escura e passear por entre aqueles canteiros de flores viçosas e aquelas fontes geladas...mas ela nem mesmo conseguiria fazer passar sua cabeça pela porta; "e mesmo que a minha cabeça passasse", pensou a pobre Alice, "teria pouca utilidade sem meus ombros. Oh! como eu desejo poder encolher como um telescópio. Eu acho que poderia, se ao menos soubesse como começar." Vejam só, tantas coisas estranhas tinham acontecido ultimamente que Alice começara a pensar que muito poucas coisas eram na verdade realmente impossíveis. Não havia muito sentido em ficar esperando ao lado da portinha e então Alice voltou em direção à mesa, com esperança de poder encontrar outra chave sobre ela ou, quem sabe, um livro de regras para ensinar as pessoas a encolherem como telescópios: desta vez ela encontrou uma pequena garrafa sobre ela ("que certamente não estava sobre aqui antes", disse Alice) e amarrada ao redor do gargalo estava uma etiqueta com as palavras "BEBA-ME" lindamente impressa em palavras grandes. Tudo bem dizer "BEBA-ME", mas a sábia Alice não ia fazer aquilo apressadamente. "Não, eu vou olhar primeiro", disse ela, "e ver se está marcado veneno ou não; Alice já lera muitas lindas histórias sobre criancinhas queimadas ou engolidas por feras selvagens e outras coisas desagradáveis, tudo porque não tinham lembrado das regras simples que seus amigos falavam para elas. Por exemplo: um atiçador de lareira pode queimá-lo se você segurar por muito tempo, ou, se você cortar seu dedo muito fundo com uma faca, geralmente sangra; e ela nunca esquecera aquela: se você beber de uma garrafa que diz "veneno" é quase certo que isso irá prejudicá-lo, cedo ou tarde. Entretanto, esta garrafa não tinha gravado "veneno", daí, Alice aventurou-se a experimentá-la e, achando o sabor muito gostoso ( o conteúdo tinha, de fato, um tipo de mistura de torta de cereja, creme de ovos, leite e açúcar, abacaxi, peru assado, toffy e torradas quentes), ela bem rápido acabou com ele. "Que sensação estranha", disse Alice. "Eu devo estar encolhendo como um telescópio!" E daí era fato, ela estava agora com apenas 25 centímetros de altura, e seu rosto resplandeceu ao pensar que aquele era o tamanho exato para atavessar a portinha em direção ao adorável jardim. Primeiro, entretanto, ela esperou alguns minutos para ver se ainda iria encolher: ela sentiu-se um pouco nervosa em relação ao fato "porque isso pode resultar, você sabe", disse Alice para si mesma, "em eu sumir como uma vela". A menina ficou pensando como seria, tentando imaginar como a chama de uma vela se parece depois que a vela acaba e ela não conseguiu lembrar de ter visto alguma vez algo assim. Afinal, achando que nada mais aconteceria, ela decidiu-se a entrar no jardim, mas, pobre Alice! quando ela chegou na porta, lembrou-se que tinha esquecido a pequena chave dourada, e quando voltou até à mesa, percebeu que não era possível pegá-la: Alice podia avistá-la através do vidro e tentou o máximo possível para escalar uma das pernas da mesa, mas era muito escorregadia; e quando desistiu, a pobrezinha sentou-se e chorou. "Vamos, não há razão para chorar assim", disse Alice. Eu lhe aconselho deixar isso pra lá neste minuto." Normalmente ela se dava bons conselhos (embora raramente os seguisse) e às vezes repreendia-se tão severamente que chegava a ficar com lágrimas nos olhos, e uma vez ainda lembrava-se de ter tentado boxear suas próprias orelhas por ter trapaceado consigo mesma em um jogo de críquete que jogava com ela mesma, pois essa curiosa criança gostava de fingir ser duas pessoas. "Mas não adianta agora", pensou a pobre Alice,"querer ser duas pessoas! Porque é suficientemente difícil para mim ser uma pessoa respeitável." Logo seu olho caiu sobre uma pequena caixa de vidro que jazia sob a mesa: ela abriu-a e encontrou um pequeno bolo, no qual a palavra "COMA-ME" era lindamente inscrito. "Bem, eu vou comê-lo", pensou Alice, "e se isso me fizer crescer eu posso pegar a chave; se ele me tornar muito pequena eu passo por baixo da porta. Então, de qualquer maneira, eu vou para o jardim e não me importa o que acontecer!" (Alice no País das Maravilhas, edição LPM pocket)

Um simples monge budista

É com grande alegria que recebemos esta semana a visita de Sua Santidade o Dalai Lama em SP, em especial no Templo Zulai em Cotia. Esta não é apenas uma oportunidade para budistas, Sua Santidade é uma das pessoas mais engajadas na cultura da paz, algo tão necessário a todos os seres humanos hoje em dia. O Dalai sempre diz, "Sou um simples monje budista, não mais, não menos." Sua Santidade o Dalai Lama segue a vida monástica. Morando em um pequeno abrigo em Dharmasala, ele se levanta às 4 da manhã para meditar, e leva um calendário de tarefas administraticas, audiências privativas, e aulas religiosas, além de cerimônias. Ele termina cada dia com uma prece antes de se retirar. Explicando suas grandes fontes de inspiração, ele frequentemente cita um verso, encontrado nos escritos de um renomado santo budista do século VIII, Shantideva: "Enquanto houver espaço, enquanto houver seres sencientes, até então, possa eu também permanecer e dispersar as tristezas do mundo." fonte: site do Governo do Tibet no Exílio (www.tibet.org) e http://www.caminhodomeio.org/

Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

João e o Pé de Feijão

Alguém se lembra da estória de "João e o Pé de Feijão"? Me sinto um pouco assim, agente começa fazendo alguma coisa pequenininha, plantando uma semente e de repente quando agente vê virou um pé de feijão, e vai crescendo...crescendo...crescendo, e te levando cada vez mais lá em cima, cada vez mais no céu. Obrigado por todos que têm lido o Blog, tem me mandado suas mensagens, apoio, e me incentivam a continuar, a trabalhar, pesquisar e ler novos temas....risos Meu pezinho de feijão está crescendo...risos

Terça-feira, 18 de Abril de 2006

A arquitetura da Felicidade por Alain de Botton

Recebi hoje do próprio mailing do autor o mais novo lançamento de um de meus escritores preferidos da atualidade: "The Architecture of Hapiness, de Alain de Botton". Botton traça um paralelo entre a fisolofia, a arquitetura e nosso estilo de vida em comparação com a felicidade. Segundo ele, a arquitetura influencia quem somos e o que podemos ser. Com toda a certeza será mais um novo best seller dele, além dos já reconhecidos: A Arte de Viajar e Consolações da Filosofia". Por enquanto apenas disponível em www.amazon.co.uk

As pessoas estao falando sozinhas na verdade

Conversando com minha amiga Cristine, ela me sugeriu falar um pouco mais sobre o tema . A Cabala fala que devemos ser um canal de luz para o mundo, em tudo o que fazemos, pensamos, dizemos. Cada um tem seu papel, não importa o que. Por menor que seja, para o Universo não há pequeno nem grande. Todos são importantes. A nano tecnologia está descobrindo isso, a ciência mais desenvolvida agora é aquela do pequeno. E ser um canal de luz é uma escolha pessoal. Esse é nosso verdadeiro livre arbítrio, ficar na luz; ou na escuridão. Porque temos esta escolha. Cabala, ou Budismo, ou Taoísmo, é sempre a mesma coisa. A Cabala diz que não devemos ser reativos, devemos controlar nossos impulsos, aquele segundo onde colocamos tudo a perder em nossas vidas. Amizades de anos, casamentos, filhos, empregos, tudo em um segundo de nossa reatividade. O poder sobre esse segundo é mínimo, mas é ele que faz a diferença entre estarmos na luz, ou na escuridão; Não devemos levar as coisas para o pessoal, NADA tem a ver com você. As pessoas têm suas próprias dores, as pessoas estão falando sozinhas na verdade. Elas iam brigar de qualquer jeito, mas você passou na frente... Risos Não é pessoal. Mas a dor do outro engata na nossa dor, como um mecanismo "macho-fêmea" e então um simples segundo muda toda a nossa vida. Para quê? Vale a pena ser reativo? Não devemos confundir não reatividade com passividade. Uma coisa nada tem que ver com a outra, pois na passividade nos submetemos de maneira incorreta, sem respeitar a nós principalmente, nem ao outro com a nossa honestidade. A Cabala é uma tecnologia de alma, uma maneira de praticar a espiritualidade no nosso dia a dia, e para isso basta ser humano, e ter vontade realmente de crescer. Mais uma vez, a escolha está na sua mão! (foto: os 72 Nomes de Deus, Cabala)

Manifesto

1. Reescreva sua própria estória. 2. Não espere sempre o pior, mova-se fora dos pensamentos negativos. 3. Considere-se perfeito, como você é! AGORA! 4. Aceite sua condição presente, mova-se com o que tem nas mãos. 5. Faça uma coisa boa por dia! 6. Cultive a atitude positiva. 7. Reconheça seus esforços. Coloque-se para cima reconhecendo seu direito 8. Coloque-se na prioridade. 9. Tire um "break" às vezes. 10. Finja ser alguém diferente. 11. Pense rápido, aja devagar. 12. Trate cada pessoa como um indivíduo. 13. Respeite os mais velhos, e ouça os mais novos. 14. Vá com frequência ao médico, dentista, cuide de você mesmo. 15. Visualize as grandes paisagens. 16. Viaje sempre que puder. 17. Mantenha uma poupança e pague seus impostos. 18. Diga "eu te amo", "gosto de você" sempre que for verdadeiro. 19. Leia o máximo que puder. 20. Pense "qualidade", não "quantidade". 21. Não atravesse o farol vermelho. 22. Mantenha suas roupas só o necessário. 23. Recicle. 24. Não preste atenção ao mau comportamento de certas pessoas. 25. Não leve as ofensas como pessoal. 26. Escute a chuva. 27. Exercite-se sempre, ande sempre que puder e lembre-se você respira...

Segunda-feira, 17 de Abril de 2006

Sombras

Num mundo de dualidades, somos todos acompanhados por nossa sombra pessoal. Seja fruto de nossa estória pessoal ou de nossas experiências de vida, todos carregamos nossa sombra, obscura, ainda não revelada pela luz. Fica difícil conviver com este lado, e nossa atitude é sempre de repelir, expulsar aquele lado que mais precisa de nós. Acabamos agindo com ele, e através dele em ações reativas, muitas vezes até inconscientes de sua existência. Precisamos dar um primeiro passo reconhecendo que ele existe, que faz parte de nós e que está ai para o nosso próprio crescimento. Talvez ele seja a grande chave para abrir a porta a tanto tempo adormecida; talvez ele seja apenas uma pequena criança que precise de sua atenção, e um pouco de disciplina; talvez ele nunca tenha sido o monstro que você pensou ele ser. Nosso lado sombra precisa apenas disso e a partir de então de um pouco de luz, para deixar de nos fazer tanto mal.

Quinta-feira, 13 de Abril de 2006

Cinematógrafo

Cinematógrafo: "De cinemat(o) + grafo. Nome dado ao aparelho inventado pelos Irmãos Lumière - um aperfeiçoamento do cinetoscópio de Thomas Edison." fonte Wikipedia. Uma das coisas que mais me surpreende é a capacidade do ser humano de projetar seus próprios desejos e aspirações nos outros. Como numa tela vazia, cada qual projeta a si mesmo: expectativas, sonhos, ilusões, paixões, cores, são lançados sobre você como no antigo "cinematógrafo". Ninguém no fundo quer mesmo saber "quem é você" ou quais são os "seus desejos". Todos querem se satisfazer na figura da SUA persona. No mínimo interessante! Eu já cansei de ouvir opiniões sobre a minha vida pessoal, profissional, afetiva. E confesso, já cansei de dar conselhos também. Aprendi que ouvir é mais importante do que falar. Compreender que os "meus" desejos nada tem a ver com o que este mundo ai fora se propõe. São projeções "minhas", faça eu com elas o que bem entender. E convivo diariamente com a frase: "Porque você não faz assim...?" É mesmo? Por quê não? A vida é algo tão simples, tão fácil numa tela de cinema. Eu aprendi a não me impor mais aos outros e separar o joio do trigo; o que é aquilo que realmente SOU, do que é a opinião dos outros SOBRE MIM. Principalmente profissionalmente, sou a vítima número um do "cinematógrafo", porque escolho e vivo uma vida absolutamente diferente, absolutamente minha, dono do meu dia. E mesmo em meio às minhas dúvidas e incertezas, hoje sei quem sou eu e a que vim, o resto é apenas imaterial projeção numa tela de cinema.

Eu vi o coelho da Páscoa!

De todas as datas religiosas, a Páscoa é certamente da data com a que mais me identifico, a que mais vejo sentido universal. Nada melhor do que morrer numa 6a feira e já logo ressucitar no Domingo. Se fosse assim tão simples... Tenho boas lembranças das minhas páscoas no sítio do Embú, com meus irmãos, primos, ovos de páscoa e coelhos de verdade! Gostava da "casa dos coelhos", de pegar os filhotinhos na mão para brincar, aquele medo do coelhão pai, de te desse uma mordida. A Páscoa pra mim nunca teve essa coisa mais comercial de Natal. Será que vou ganhar o presente que pedi? Não, ficava infeliz. A Páscoa sempre foi um dia de alegria, de confraternização em família. A abundância e a prosperidade são os símbolos da Páscoa. Os ovos representam a vida, o nascimento, mas também a riqueza da vida. Quem aqui já leu "O Ovo ou a Galinha" de Clarice Lispector. De todos os contos que já li, esse é o mais hermético, o mais profundo, o mais esotérico. Para mim aquele texto fala de tudo que pode existir. É claro, Clarice... E não me surpreende que no meu aniversário, saindo de casa, minha amiga Regina tenha dito: "Tomás, aquilo ali não é um coelho?" Pois pasmem, era mesmo um coelho, branquinho com as orelhas cinza, pulando na frente da minha casa, no meu quintal! Com certeza era o coelho da Páscoa... Ps: para quem quiser se aprofudar, risos, segue o link com o conto de Clarice: http://www.beatrix.pro.br/literatura/ovogalinha.html

Terça-feira, 11 de Abril de 2006

Afinidade

Entre as grandes forças que podemos ver na natureza está a afinidade. Ao contrário do que falamos por ai, de que os opostos se atraem, o Baghavad Gita diz: "Semelhante atrai semelhante". E se formos observar é mesmo por ai. Nossa energia, nossas idéias, nosso modo de ser, atraem pessoas, coisas, fatos em semelhança a nossa vibração. Muitas vezes temos grande afinidade com certas pessoas, apesar de termos conhecido-as a pouco tempo, às vezes mesmo de repente. Outra vezes aqueles que uma vez foram grandes amigos, colegas de trabalho, companheiros de vida, simplesmente desaparecem de nosso dia a dia, como em um passe de mágica. Por quê? Simplesmente porque de algum modo nossas afinidades mudaram, nossa vibração e intenção deixou de ser a mesma. O importante é nos ater que não há nada de mal nisso, e devemos respeitar os ciclos da vida para não criar conflito. Respeitar "a lei das afinidades" facilita em muito a nossa vida. Fazemos tudo sem muito esforço e nos aproximamos sempre de quem nos bem faz. É claro que devemos aprender também a conviver com as diferenças, respeitando-as. Mas não é disto que estou falando. Estou dizendo que as pessoas e o nosso destino são atraídos por aquilo que somos, bem dentro.

Cabala

Recomendaram-me o livro "Os 72 Nomes de Deus" de Yehuda Berg; recebi o comentário com certo ceticismo, já que havia lido algo sobre a Cabala mas não tinha gostado muito. Acontece que este livro é algo extremamente bem elaborado, de qualidade dos textos e edição. É um investimento que vale a pena, já que custa R$90,00 em livrarias (ou R$71,00 no Submarino). Seja na tradição oriental do Tao Te Ching, ou na Cabala, tudo fala sobre os mesmos princípios que regem a natureza e lei da vida. Quem quer colaborar com o que "acontece" vale a pena estudar este livro.

Segunda-feira, 10 de Abril de 2006

Tendência de Frankfurt para Casa Claudia

Quem quiser ler a minha reportagem para a Casa Claudia sobre as tendências para a cozinha e mesa no mundo acesse o site da Casa Claudia em: http://casaclaudia.abril.com.br/livre/edicoes/0536/complementos/frankfurt.shtml ou www.casaclaudia.com.br

Domingo, 9 de Abril de 2006

Renato Imbroisi na Fazenda Ambiental Fortaleza

Ontem foi um dia diferente. Saímos bem cedo de São Paulo, às 6 e meia da manhã, eu, Silvia Barreto e Renato Imbroisi em direção a Mococa, interior de São Paulo. Fomos até a Fazenda Ambiental Fortaleza analisar a possibilidade de dar início a um projeto de capacitação e artesanato com as bordadeiras da região. A idéia central é de dar um sentido, ocupação e incremento de renda às mulheres em torno da FAF Brasil, possibilitando que elas empreendam um negócio próprio com o que sabem fazer. O dia estava lindo e a vivência foi incrível, basta olhar as fotos abaixo para saber...

Primeira reunião na Faf Brasil com Renato Imbroisi, Claudia, Silvia Barreto, Renata e Joao Neto Posted by Picasa

Café da manhã FAF Posted by Picasa

Análise e escolha dos bordados da região de Mococa e Igaraí Posted by Picasa

Arranho com plantas nativas Posted by Picasa

Renato e Claudia Posted by Picasa

Reuniao com a equipe da Fazenda Posted by Picasa

Renato Imbroisi Posted by Picasa

Casa Sede da Faf Brasil Posted by Picasa

Laranjeira plena de frutas Posted by Picasa

Mandala na Sala de Yoga Posted by Picasa

Mandala do Émerson na Serraria Posted by Picasa

Silvia e Renato aprendendo sobre plantas embaixo da �rvore Posted by Picasa

João Neto, ensinando sobre plantas e gente Posted by Picasa

Reunião das bordadeiras em Igaraí Posted by Picasa

Sexta-feira, 7 de Abril de 2006

Darwin e os caixas eletrônicos

Em 1858, Charles Darwin propôs em seu "A Origem das Espécies" uma nova teoria sobre a evolução. Segundo ele, somos frutos do desempenho e da sobrevivência no meio ambiente e apenas os mais fortes sobrevivem, dando origem a especies mais evoluidas e adaptadas ao meio. Considerações à parte, hoje enfrentei a difícil tarefa de efetuar um DOC. Em tempos de Internet o que poderia ser um "simples click" se tornou uma tarefa bastante rebuscada. Ao cadastrar o favorecido pela rede, fui obrigado a confirmar o cadastro no caixa eletrônico para poder efetuar a operação. No caminho, passei por cerca de 8 agências do meu banco, mas decidi parar em uma próxima de meu roteiro final. Ao entrar na agência passei pelo crivo de detectores de metal de última geração que identificaram objetos de metal perigosos em meu poder. Tive que esvaziar meus bolsos e colocar todos meus pertences incluindo: chaves do carro, telefone celular e moedas (sim moedas, em pleno ano 3 Mil D.C). Passagem liberada defrontei-me com 2 mesas de atendimento e sim, nada menos do que 6 terminais ATM ou comumente conhecidos como caixas eletrônico. Neles uma menina de seus 18 anos e piso salarial 700 Reais me auxiliava na frustrada tentativa de efetuar meu DOC; "operação inválida, o limite extrapola o valor permitido ao dia". Sim, eu queria tranferir a extratosférica quantia de R$ 1.150,00 para o pagamento de um fornecedor de minha empresa. Frustradas as duas tentativas, ao aviso de que na terceira eu perderia meu cartão, senha e dignidade, resolvi recorrer à Gerente, hoje em dia acima dela apenas as incrições garrafais: "abertura de contas". Cheques, no auto atendimento; extrato, no auto atendimento; Doc, senhor, no auto atendimento, por favor...e por ai vai. Sim, a mocinha da mesa impossibilitada de me atender em seu computador de tela plana solicitou que mais uma vez eu tentasse o terminal. Tentativa esta novamente frustrada. Na fila do ATM uma carreira de pessoas, quase vestidas como na Idade da Pedra, não se assustem, era isso mesmo, ninguém era capaz de usar o terminal sem a ajuda da tal mocinha, e ainda outros poucos mal conseguiam explicar a operação que queriam realizar. Estava eu na Avenida Cidade Jardim, uma das vias mais ricas de São Paulo. Chocado com a cena, e no arfã de realizar meu Doc recorri mais uma vez à mesa de atendimento e solicitei se podia por ventura usar a Internet. "Claro!", me indicou a mocinha. De teclado e mouse em mãos acessei meu banco on line, e além de inúmeros dados como ano de nascimento, código da frente do cartão, código de trás, solicitava mais uma senha, a do cartão de segurança, que por ser de "segurança" eu havia deixado em casa. Mais 10 minutos ao telefone, para que minha empregada achasse o cartão e pudesse me fornecer em segundos, o código "35" solicitado. Com todos os dados em mãos, finalmente consegui efetuar meu DOC eletrônico, via Internet, dentro da agência. Pois bem, os bancos se tornaram verdadeiras naves espaciais high tech, mas se esqueceram de que seus clientes são seres humanos. A cada terminal de ATM, um funcionário a menos na agência, uma pessoa a mais sem emprego. Na ânsia extrema no capitalismo, chegaremos certamente aos dias em que apenas primatas andaram pelas ruas, e os bancos serão modernas agências onde não teram mais clientes. Darwin certamente tinha razão. Apenas os mais fortes irão sobreviver.

Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

India com Lama Padma Samten

foto: árvore Bodhi, onde Buda se iluminou. De 14/09 a 02/10 o Lama Padma Santem estará levando um grupo de peregrinos à Índia para visitar os locais sagrados do Buda Sakyamuni. A visita inclui Delhi, Varanasi, Bodhgaya,Rajgir – Nalanda, Kushinagar, Lumbini e Katmandu. O programa conta ainda com 3 extensões para aqueles que puderem ficar mais tempo. Todas as informações estão no site: www.india.caminhodomeio.org «Ainda que o progresso de nossa prática exija o reconhecimento de todos os lugares e tempos como momentos igualmente propícios de práticar, os lugares onde os mestres passaram ficaram imantados pela sua presença. Este efeito tem o poder de ativar méritos de sabedoria e devoção que foram plantados por práticas virtuosas de outras vidas e que, ao acessarmos estes lugares, surgem e nos trazem os benefícios da lucidez, energia e certeza no Darma.» Lama Padma Samten

Achei essa foto linda! Um arco-íris surge no céu da cidade velha de Jerusalem, perto do portão de Damasco, depois de três dias de chuvas ininterruptas na região. fonte: UOL

(mais) um pouco de mim

Evito fazer comentários muito pessoais, do tipo coisas que gosto ou que não gosto. A intenção aqui não é abrir a minha vida pessoal pela net; porque falando sério não pode ser muito diferente da vida de quem lê. E nem acho que seja lá muito interessante acompanhar o dia a dia de alguém tão comum. Prefiro falar sobre meus sentimentos, impressões e aprendizados com a vida, como se fosse um observador neutro, uma criança que descobre tudo pela primeira vez. Mostrar que somos todos muito parecidos, senão iguais, em nossos medos, sonhos, desejos, aspirações de uma vida melhor. Certamente, como diz minha amiga Leda, o que mais surpreende é que um homem se coloque tanto assim na vida, de maneira tão sensível. Pode até ser...deve ser chato mesmo ter que bancar o durão, por pura insegurança. No meu modo de ver a vida não divido as pessoas, nem por idade, nem por sexo, nem por classe social, nem por nada. Vejo todo mundo meio igual, todos com potencial e limitações, normais a qualquer ser humano. Desde 2001, perdi meus mapas, rasguei meus conceitos, e segui em frente um passo por vez, olhando sempre meu caminho, com muito mais atenção. Mais ouvindo do que falando, mas observando do que vendo, mais sentindo do que racionalizando. Pelo sim ou pelo não, mudei, e continuo mudando a cada momento. Só mudando pude chegar aqui, e só mudando mais, posso chegar no meu destino. Qual é ele? Ser cada vez mais EU mesmo. Estar cada vez mais tranquilo e confiante na vida. Viver cada vez mais em contato com pessoas interessantes, dar cada vez mais de mim para o mundo, e receber, sempre receber, na mesmo medida em que sou capaz de me doar. A verdade é que temos que correr o risco de sermos nós mesmos a todo instante. E a coragem de mostrarmos ao mundo a que viemos, e sermos verdadeiramente do bem. De resto, viver nosso dia como se fosse um grande presente da VIDA, sempre com aquela alegria de poder estar aqui.

Segunda-feira, 3 de Abril de 2006

Sobre Devagar

Pois é, ainda não consigo ir rápido. E acho que nem nunca mais vou conseguir. Devagar não é ruim, devagar não é com preguiça, não é procrastinado, não é sem fazer. Devagar apenas é um estado de espírito, um respeito próprio, esperar o tempo certo das coisas acontecerem. Quem anda devagar pode fazer muita coisa, o mundo sempre foi e sempre será devagar. Quem é rápida é a mente das pessoas, o pensamento, que muitas vezes atropela, passa por cima da gente. Eu prefiro andar com calma, a passos miúdos, sempre para a frente. Um dia por vez, cada coisa na sua hora. Devagar e sempre...risos Quem é devagar respeita os ciclos da vida, do tempo, do clima, respeita a si e aos outros. Por que sim, não é só o nosso tempo que existe, mas também o tempo de todos que nos rodeiam que constumamos a todo instante atropelar. Eu prefiro ser assim, na verdade nem tenho mais tanta escolha, devagar virou mesmo meu jeito de ser com a vida. Como diria Lewis Carrol em Alice: "É hora do chá".