terça-feira, 27 de setembro de 2005

Lótus


Foi aos poucos também,

Decidi que não podia continuar, ou punha o pé no freio ou ia me arrebentar,

"A vida não pode ser só isso.", pensei um dia em silêncio.

Deve haver algo mais, um mundo com mais prazer, mais liberdade, leveza.

Pensando nisso, resolvi apostar. Joguei todas as fichas, é claro tendo sempre como me segurar.

Sem irresponsabilidades, nem loucuras, mas pensava sempre: "isso que fala dentro de mim, pode ter razão, pode ser de verdade",
ouvia tão alto, mas tão alto, que cheguei a pensar estar ficando louco...

Foi assim que abandonei tudo, mas principalmente abandonei quem pensei que eu era.

Essa foi a parte mais difícil. Porque quando agente se agarra forte em quem pensa que é, fica difícil imaginar com que recursos vamos sobreviver, como vamos nos virar por ai.
Toda a pessoa que tinha construído, todos os sonhos que nunca precisei, mas pelo próprio gosto de sonhar mantinha comigo.

Aos poucos fui descobrindo novamente quem eu era, o que gostava, para onde queria ir.

Um riso leve surgiu em mim. Encontrei de novo comigo, sem nunca ter partido.

Mas a vida sempre impõe mudanças, nunca podemos dizer: "Cheguei, é isso..."
Todo dia um novo aprendizado.

O caminho da vida e não ter caminho.
Sua beleza está justamente nisso, em hoje poder acordar palhaço, amanhã ser empresário e depois ser alguma outra coisa que resolveu, de repente.

A vida é sempre muito boa para quem fica amigo dela.

Um comentário:

Pr! disse...

concordo!
seu texto... sei que vai m ajudar mto sab
tô num momento assim...
ond e qndo, mais qndo, eu preciso saber exatamente o q qro!
mas nunca tenho certeza hauehaue
sempre muda *ainda bem*
mas eu sei o q qro sentir, e ser, que não muda
tipo, qrer, e fazer, e ser, e explodir o que se é.
viver
sei lah!