sábado, 17 de setembro de 2005

Escravo de quê?


A capacidade maior de um ser humano, o que Nietzsche chamava de super humano, é a liberdade.

Liberdade não pode ser compreendida, apenas sentida, e aqueles que nunca se sentiram livres, dificilmente saberão do que estou falando, até o momento em que se dispuserem a passar pela experiência.

Sim, porque quando se é livre se perde muito, vão-se as ilusões, os sonhos, e fica a realidade. E embora nítida e límpida, muitos sofrem e resistem ao máximo para vê-la.
Por quê? Se não mais do que a realidade é o que nos torna humanos.

Enfim, somos todos escravos de algo. Da TV, dos noticiários, dos cartões de crédito, dos nossos gostos particulares, de nossos apegos, de amigos, da família. Alguns por medo de ser libertos inventam um Deus e se tornam escravos de sua própria criação. Outro escravos do corpo, alguns do conhecimento.
Mas em maior ou menos grau somos todos escravos de nós mesmo, e principalmente de nossos sentimentos.

Reagimos, e sentimos involuntariamente, sem escolhas, sofremos porque assim tem que ser.

Verdade? Não. Podemos ter o controle sobre nossas emoções, não podemos jamais controlar os fatos da vida, mas decidir sobre o que vamos sentir, como queremos agir, como queremos pensar sobre uma dada situação, pessoa.

Essa liberdade é um dom superior, ela nos diferencia dos demais animais.

A liberdade do sentir, é como o vôo da águia. À distância tudo vê, sobrevoa a situação em outro plano sem deixar-se envolver pelo que está ali.

A águia é porém um pouco solitária, sem ser só!

Ela é capaz de compreender que é na sua solitude que ela encontra a paz e a coragem de ser quem é!

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