sábado, 6 de agosto de 2005

Sobre nossas escolhas



Encontro um amigo preso na catraca de um prédio, são dez anos desde a última vez que nos encontramos no banco da faculdade.

Eu de jeans e camiseta, catálogo em baixo do braço, ele de terno e gravata saindo do "corporate office".

Mais do que diferente, percebo aquilo em que somos iguais. Por 4 anos dividimos um mesmo banco de escola, tínhamos muito assunto, uma grande amizade.
Com o tempo naturalmente nos distanciamos e cada um foi ter sua vida, fez suas escolhas.

Nossas pequenas escolhas lá, foram definindo e construindo nosso momento presente.
Ele um executivo bem sucedido, eu um pequeno empresário.

Mais do que escolhas certas ou erradas, juízos de valor, percebo que são nossas escolhas que guiam nossa vida, que definem o curso do nosso destino.

Não é possível que irmãos criados numa mesma família, ou que amigos de faculdades encontrem destinos tão diferentes. Mas a verdade é que vamos a cada instante fazendo novas e novas escolhas, ao que Jane Jacobs em "A Natureza das Economias" define como bifurcações. As bifurcações vão levando a novas escolhas, e assim definindo toda a economia, o país, e por fim nossa própria individualidade.

Estou completamente de acordo, de maneira "amoral" (sem julgamentos) de que cada ser humano deve ser capaz de definir seu próprio destino segundo seus interesses pessoais, seus objetivos de vida, suas vontade íntima.

Meu único receio, é de que as escolhas venham de partes nossas influenciadas por nossas família, nosso meio social, nosso meio exterior. Sendo então muito mais, fruto da vontade dos outros do que do nosso próprio destino.

Foi bom encontrar esse amigo, afinal estamos todos muito bem!

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