terça-feira, 2 de agosto de 2005

É hora de abrir o presente



Tempos difíceis sempre existiram, e sempre existirão. É infantil imaginar que tudo será solucionado, que a vida será um mar de rosas para sempre.

Cada momento impõe seu próprio desafio, cada dia é uma nova hora de aprender. E não importa se você já viveu muito, ou pouco, ninguém tem a resposta para os novos momentos.

É por isso que penso, sempre, ser muito importante andar devagar, ir com calma, desenvolver-se como a natureza. A madureza tem seu tempo, é preciso esperar.

Dentre todas as dificuldades é chegado o momento de "desembrulhar os presentes". É hora de cada ser humano oferecer o seu melhor à vida.

Não importa se você é uma dona de casa, um estudante, uma lavadeira, um alto executivo, um diretor de empresa, um governante. É hora de cada um desembrulhar e revelar aos outros suas melhores qualidades intrínsecas.

A moral judaico-cristã que prevalece no ocidente, impõe um estado de humildade e resignação. Essa falsa humildade, aniquila nosso potencial humano e espiritual, e em grande escala prejudica nosso desenvolvimento como sociedade.

Por isso acredito ser tão importante mostrar ao mundo as nossas verdadeiras qualidades. Elas são o dom divino, o que temos de melhor em nossa natureza, porque não revelá-las? Por que reter aquilo que nos é bom, se damos total vazão aos nossos instintos mais primitivos, a nossa compulsão sexual, aos nossos desejos materialistas?

Muitas vezes nosso maior impedimento é não saber quais são elas?
Quais são minhas qualidades únicas, qual é meu potencial?

É preciso muita coragem para se tornar verdadeiramente aquilo que se é.
Poucos são os que conseguem, mas esta deve ser certamente nossa razão em viver, nossa maior meta pessoal. Todos os demais objetivos, são simples perante este.

A vergonha de ser bom, de se revelar, é o maior impedimento de nossa realização. Ela está intimamente ligada ao nosso desejo de unidade, de aceitação por parte dos outros. Afinal é natural que todos queiramos ser amados. E pensamos que sendo iguais, nos uniformizando, seremos aceitos e amados por todos.
A vergonha de “Ser” não pode nos impedir em nosso melhor.

Devemos compreender que todos temos características singulares, a natureza dotou todos os seres com a centelha da individualidade, basta decidir, optar e dizer: SIM.

Sim, para tudo aquilo que faz tua presença no mundo ser diferente, sim para o cheiro que só você tem, para a cor do teu cabelo, para o jeito que você fala, que olha, que toca as coisas.

Sim, para a forma tão única com que você vê a vida, e a vendo, dá-lhe existência.

Sim, para teus passos, para o melhor do teu próprio caminho.

Sim, por suas qualidades serem tão diferentes dos demais, sim porque você é gente, humano e sabe que: a vida é grande e pequena, longa e curta, infinita e finita e você tem apenas uma chance de ser você.

Aqui e agora, de frente, SER O SEU MELHOR, para SI e para o MUNDO.
É hora de desembrulhar o presente.

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