terça-feira, 30 de julho de 2013

Dream:In China

Em março de 2013, nós do Instituto Vivarta, recebemos novo convite do Prof. Carlos Teixeira, da Parsons The New School of Design, para participarmos do Dream:In China e fazermos a Dream:In experience nas cidades de Pequim, Xangai e Hong Kong.
Foi a minha primeira visita à China cujo conhecimento se limitava à alguns livros lidos na adolescência ("Henfil na China") e muitas matérias de jornais falando sobre o novo protagonismo econômico deste país de dimensões continentais.
A chegada a Pequim foi surpreendente, com aeroportos e estradas de tamanho agigantado. Pudemos conhecer um pouco a cidade desde a parte central e turística até seus Hutongs. Em termos de "comunismo" chega a assustar, com dezenas de lojas de relógios de marcas como Rolex e Omega, em cada esquina, shopping centers subterrâneos com todas as grifes européias possíveis e imagináveis de se sonhar.

A dificuldade da língua e de comunicação fazem de qualquer trajeto uma experiência inenarrável. Chegar do Hotel à Universidade e retornar, tinha que ser muito bem planejado, levando conosco os endereços em caracteres chineses, e tomando cuidado para não se atrapalhar.
Dream:In China iniciou-se em um espaço de co-work com a participação de cerca de 100 estudantes. Na China os imóveis são do governo e a iniciativa privada pode explorar mediante uma licença (aluguel), desde que o projeto faça parte dos planos da cidade.
Os temas que surgiram eram: ar limpo (devido à grande poluição das cidades), transporte público de qualidade, controle da corrupção, melhor acesso dos chineses ao estrangeiro e destes à China, educação. Percebe-se uma forte influência do Governo que permeia toda a ação individual, sempre a palavra de ordem era: governo!

O governo exerce grande poder nas decisões e nas ações dos cidadãos, e o Partido (único) acolhe os melhores estudantes já nas universidades para posições chave no governo.
Ser um associado do partido confere grande status e posição social, além de privilégios, assim nos contaram.
O jovem chinês, é bem educado e tem ambições globalizadas.
O acesso à Internet é restrito, não sendo possível acessar redes sociais como tweeter ou facebook, apenas versões locais de plataformas sociais.
De modo geral os estudantes são bem formados, e tem ambições grandes, mas pouco claras de como executá-las, considerando um governo bastante interventor, mas que aparentemente parece funcionar bem.
De Pequim seguimos para Xangai, uma cidade enorme, como São Paulo, e relativamente bem parecida com qualquer cidade ocidental, prédios altos, concentração demográfica, muitas lojas.
Xangai, tem um centro comercial equiparável a qualquer cidade ocidental, ou melhor ainda, de proporções asiáticas.

Todas as lojas lotadas de clientes e consumo frenético. Os preços são geralmente mais altos que as lojas dos EUA e Europa. Muitos ocidentais também moram em Xangai, cidade que concentra grande parte das filiais de empresas européias e americanas instaladas na China continental.
A partir de Xangai visitamos Chongming, uma ilha rural a 98 km da cidade. (mapa)
Com auxílio do Prof. Lou da Universidade Sino-Finnish Centre, o departamento de arquitetura e urbanismo com auxílio dos alunos vêm desenvolvendo projetos locais junto à comunidade para dar acesso ao mercado, atualizar as residências e adaptá-las aos habitantes da cidade e fazendo um intercâmbio de conhecimento entre a cidade e o meio rural.
As propriedades rurais são casas pequenas para os padrões brasileiros, com um quintal, e todas elas possuem acesso a uma área comunitária maior para plantio comum.
As propriedades pertencem às famílias e não podemos ser vendidas, apenas alugadas.
Com o auxílio da Universidade Sino-finlandesa, visitamos produtores rurais de permacultura que vendem seus produtos e distribuem com auxílio da internet e dos correios e também fomos a uma estufa adaptada para cursos e vivências experiênciais no meio rural.

O projeto que começou dentro da Universidade hoje já é independente e tornou-se uma empresa.
De Xangai partimos para Hong Kong um dos maiores portos de carga do mundo, a cidade realmente impressiona. Com governo local "independente" do que eles chamam de mainland China, HK é uma grande cidade globalizada. 

Hong Kong é um porto livre e confere isenção de IVA (imposto equivalente ao nosso ICMS) sendo um centro comercial para toda a China, já que os preços chegam a ser cerca de 15% mais baratos que no continente.
Em HK participamos do Dream:In no Design Centre, uma instituição pública que incentiva o design; aqui participaram além de alunos, também profissionais de empresas, e burocratas. Foi a experiência mais rica e internacional que tivemos.
Os participantes mencionavam muito problemas de concentração demográfica e falta de moradia, poluição, e preocupações sociais, inclusive controles mais restritos aos governantes.
Há claramente uma abertura muito maior do que na China continental, com uma liberdade de pensamento e ação que não existe na outra parte.
Os profissionais eram também de alto nível com inglês impecável e uma cabeça mais liberal.
A vivência na China me trouxe inúmeras conclusões pessoais e me confundiu um pouco também.
Com a presença de um governo forte mas executivo, e uma notável direção e prosperidade pelo bem comum acima do individual, talvez parte da tradição taoísta, aparentemente parece que tudo funciona muito bem.
Percebe-se claramente que a cultura é bastante diferente da nossa em todos os aspectos.
A política do filho único, criou uma geração "mimada" pelos pais e avós que agora também tem o ônus de ter que sustentá-los além de gerarem suas próprias famílias; esse tema surgiu em muitas conversas com jovens chineses.
Vimos também muitas famílias com bebês, idosos praticando exercícios ao ar livre (Tai Chi) e lojas de chá, bebida tradicional.
A cultura da China está mudando bastante, passando a ser uma sociedade com acesso a bens de consumo e altas taxas de crescimento econômico o que faz com que a geração atual tenha um padrão de vida material muitas e muitas vezes superior a seus pais e avós.
Uma população numerosa de cerca de 1,3 billhões de pessoas, onde todos os "problemas" tomam também proporções imensas.
Ao mesmo tempo, preservam-se tradições culturais muito fortes e existe esse interesse em resgatar essa cultura milenar e valorizá-la, uma vez tanto perdida em revoluções culturais e políticas.
Viver a China me fez ter um novo olhar sobre o Brasil. Chegando aqui tudo parece que ficou pequeno, desde os prédios na cidade de São Paulo, até as ruas que me pareciam estreitas e vazias.
Também acredito que na China há uma preocupação maior com o coletivo do que o individual, e há uma aceleração da afluência material muito grande nas cidades e também no meio rural.
A China me impressionou positivamente pela sua grandeza e capacidade de reinventar-se frente ao novo milênio.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dream:in Brasil

Desde Janeiro de 2011 por meio do Instituto Vivarta em cooperação com Idiom Design & Co (Bangalore, India) e José Carlos Teixeira, professor da Parsons the New School of Design em NY estamos desenvolvendo o projeto Dream:In Brasil. Este projeto consiste na captação de sonhos do homem comum em 06 cidades brasileiras, sonhos que serão a matéria prima para através da metodologia de Design Thinking, gerar oportunidades de negócio e políticas públicas para o Brasil. Abaixo o vídeo do Catarse, um site de Crowdfunding onde estamos captando recursos para a realização de uma grande Conclave em Agosto de 2012 na ESPM em SP. Apoie aqui!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!


Happy 2012! Feliz 2012!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

São Paulo destino Bangalore

Dia 01 de Janeiro de 2011!

Amanhã saio com destino a Bangalore para mais uma visita à India, desta vez não para peregrinar, mas para conhecer um dos melhores centros de Design e participar de um seminário no Instituto Idiom.

Vamos conhecer também a Mother Earth, um modelo de negócios sustentáveis que apoia comunidades de artesanato na India e tem tido muito sucesso por lá!

Espero poder postar com frequencia quase diária muitas novidades!

Feliz 2011!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Colocando tudo em nova perspectiva

Curioso ver como nos apegamos com sofrimento às antigas idéias, aos ideais de nossa perfeição.

Poderia e deveria ser diferente: sofremos.

Seja na política, assunto atual, também no trabalho, na família, interiormente.

Todo sofrimento como fruto do apego.

Apego a algo que não pode existir.

O aprendizado é lento, para chegar aqui caminhamos muito, mas precisaremos caminhar mais ainda.

Não será por nosso egoísmo, no que é bom para mim que se encontram as respostas para viver.

Fico surpreso quando converso com alguém e este se surpreende de por acaso no meio da conversa abordar a questão de que o "modus operanti" e o modelo atual não irão conseguir sobreviver, todo mundo se assusta, como se isso fosse um grande absurdo. Mas não é!

Será que vamos conseguir viver, agindo e buscando os valores antigos?

Tenho a sensação de que todo mundo está fazendo muito, mas de verdade poucos estão realmente evoluindo de alguma maneira. A velocidade é como uma névoa nos olhos de todos, andamos rápido, bem rápido para não nos atermos a nenhum detalhe do que está acontecendo.

Tudo gira muito rápido, sem que saia do lugar.

Cada vez mais é mais difícil perceber a "realidade", sentir o limite, perceber que vivemos em interdependência.

O responsável não está fora de nós, mas em nós.

A senha talvez não seja o "mais" mas o "menos".

Ser menos, fazer menos, falar menos, comer menos, comprar menos...

Mas quem vai ser o "louco" de ter a coragem de começar - e girar o mundo ao contrário!?

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Arquiteto

Os antigos egípcios o chamavam assim, o Arquiteto do Mundo.

Existe com toda a certeza uma força invisível agindo sobre tudo, alterando todas as formas, mudando tudo por dentro e por fora.

Existe um modo de agir que é secreto, que não conhece limites, que vence como a água, pela não resistência.

Existe o passo certo na hora certa.

Existe aquele que põe cada tijolo em seu devido lugar.

Ninguém o vê, mas ele existe, só alguns sabem mesmo dele, e por ele, e onde encontrá-lo de verdade.

Esse arquiteto costura as pessoas, desliga-as, torna a ligá-las, pouco nos resta a fazer.

Cada coisa e pessoa em seu devido lugar, no seu devido tempo, que para ele é um piscar de olhos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Back from Buenos Aires

Puxa...faz tempo que não escrevo por aqui...

Passei 04 dias fantásticos em Buenos Aires, apenas 2 horas e 40 min de avião daqui e parece que estamos em outro planeta.

Assisti ao jogo do Brasil, e perdermos para a Holanda e dois dias depois acompanhei a seleção Argentina perder no telão da Plaza San Martin, coração de Buenos Aires.

Ao contrário do que podia imaginar os argentinos estavam sim torcendo pelo Brasil e ficaram todos muito desanimados em termos saído da Copa, eles queriam ver Brasil e Argentina na final.

Buenos Aires é uma das cidades mais lindas para se visitar. Com praças e parques monumentais, árvores centenárias e uma sensação incrível de civilidade, pode-se passear à vontade sem sentirmo-nos inseguros.

Parece também que tudo é bem mais realista do quem em São Paulo (cidade esta que esta semana foi eleita a mais cara das Américas).

A frota de carros argentinos é bem mais velha do que a brasileira, vemos muitos pegeauts antigos, muito bem conservados, Eco Sports, Honda Fits. Um Honda Fit na Argentina custa 60.000 pesos ou aproximadamente R$ 28.000,00 - não é incrível que para nós brasileiros um FIT feito aqui custe R$ 50.000,00?

Pois Buenos Aires parece uma cidade brasileira, só se ouve falar português em toda a parte, e claro, nós brasileiros falamos bem mais alto e mais do que nossos vizinhos argetinos.

O trânsito também parece ser bem mais ameno, não vi consgestionamentos com exceção do Domingo quando fui para o Aeroporto. Os argetinos cultivam o hábito de fazer pic-nics, passear com as crianças e comer à beira da rodovia que liga a cidade ao Aeroporto. Algo muito curioso, para mim.

Os taxis custam baratíssimo, mas descobri que é devido a serem movidos à gás e não gasolina. Em verdade, não se encontra gasolina em qualquer parte, fecharam 700 postos de gasolina nos últimos anos na Argentina. Só porque todos abastecem apenas com gás e quanto custa?! Disse a motorista que com 5 pesos se enche um tanque e roda-se 250kms, preciso confirmar...rs

Mas qualquer corrida média pela cidade fica entre 15 e 20 pesos, ou seja entre 4 e 5 dólares.

Um dólar vale 3,90 pesos, ou 2,13 Reais.

Besteira levar dinheiro, em cada esquina você encontra um caixa eletrônico Itaú, basta colocar seu cartão e sacar 400 pesos de cada vez o que equivalem a R$ 189,00.

Para comer gasta-se de 70 a 150 pesos por casal com vinho (da casa). Uma verdadeira barganha para quem está acostumado com São Paulo.

Percebi que o valor das coisas nominalmente se parece com o Brasil, por exemplo, uma camisa custa 180 pesos, e aqui 180 Reais, só que lá dividindo pelo câmbio fica em R$ 85,00 -

Você encontra em Buenos Aires marcas que não tem aqui no Brasil, com grande qualidade, e muitos, mas muitos sapatos de couro, todos lindos.

Para moda masculina Buenos Aires só perde para Paris, acredito.

São centanas de lojas, muito clássicas, com camisas, gravatas, ternos, sapatos, malhas, tudo de extremo bom gosto.

O atendimento nas lojas é pior do que no Brasil, alguns não fazem muita questão de mostrar as coisas.

Vale à pena mesmo chegar ao aeroporto umas 4 horas antes, a fila para a segurança e alfândega é indescritível, lenta e demorada - mas passando isso, o dutyfree é um dos melhores que já vi, melhor que em Paris, Frankfurt, com preços realmente bem competitivos.

Então, nada de se desesperar nas compras, melhor é aproveitar a viagem, e deixar para comprar na saída os itens como cosméticos, chocolates e eletrônicos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A vida que vale a pena ser vivida

Uma boa surpresa o livro dos professores Clovis de Barros Filho e Arthur Meucci.
Dei a sorte de estar passando pela livraria no dia que eles estavam lançando o livro e dando uma palestra.
Comprei e agora estou lendo. O livro é um breve e sintético curso de filosofia que faz correlações com a vida moderna, aplicando conceitos e nos fazendo pensar sobre nosso dia a dia.
Achei que tem um material rico e original e recomendo.
Pode ser encontrado na Livraria Cultura.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Entrevista com Monge Gabriel Jaeger RBS TV em POA

O primeiro programa da série Longe de Casa é sobre o portoalegrense Gabriel Jagger que um dia sonhou com montanhas distantes, mosteiros e mestres que não conhecia. Ele deixou Porto Alegre onde vivia em meio a festas e muita diversão e se tornou monge budista na Índia, onde adotou o nome de Thephel.

sábado, 20 de março de 2010

Istambul

Apesar do atraso, aqui segue o álbum de fotos de Istambul, ainda a ser completado com mais imagens.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

spicy bazar

 
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mesquita azul

 
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mesquita azul

 
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mesquita azul

 
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dentro da mesquista azul

 
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ritual islâmico

 

O ritual islâmico de lavagem dos pés ao sair da mesquita.
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Mesquita Azul

 
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a Mesquita Azul

 
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