Há 10 anos atrás seria inimaginável pensar no que podemos fazer com a tecnologia hoje diponível.
Lembro a primeira vez que entrei na World Wide Web, e quando vi, em um monitor de fósforo verde, um aluno falando com outro numa faculdade na Suécia (on-line) - isso era 1995, ou seja, 14 anos atrás.
Em pouco tempo muita coisa mudou.
A tecnologia impactou nossas vidas, mas o que parece é que chegamos a um ponto onde ela mais atrapalhou do que nos beneficia.
Ligo a televisão (que hoje já considero obsoleta) e vejo que mais um acidente irá paralizar toda a cidade, já são 14km de congestionamento nas marginais de São Paulo, às 7:15hs da manhã.
E como podemos evitar isso?
Bem, a tecnologia está ai para isso.
Segundo Monteiro Lobato, em "O Presidente Negro" - o livro escrito em 1926 antecipa algumas das coisas que estamos vendo hoje em dia.
A "irradiação do trabalho" de casa, o voto democrático biométrico também de casa, etc.
Mas parece que estamos vivendo um momento de transição, onde dois mundos estão presentes concomitantemente.
Ontem pude viver isso pessoalmente. Pela manhã realizamos uma teleconferência com 4 pessoas em diferentes cidades utilizando o Skype, uma ferramenta simples, a custo marginal quase zero. Evitamos assim, que 04 pessoas deslocassem seus carros de casa, e pudemos fazer tudo na maior produtividade e pontualidade.
Depois havia solicitado o envio de imagens em alta resolução a um fornecedor na Europa. Ao invés de receber um CD via courrier o mesmo me encaminhou um link através de um programa chamado Senduit; pude baixar as imagens em meu computador e ao mesmo tempo encaminhá-las na mesma qualidade e tempo real para todos os meus clientes. Sem "queima de CD", sem ter que ir ao correio, sem postagem e transporte...nada disso!
Então me impressiona o uso cada vez mais amplo da tecnologia.
À tarde tive que sair para visitar um cliente e claro fiquei mais de meia hora apenas para atravessar duas quadras no bairro de Pinheiros. Acredite ou não, precisamos todos rever nossos conceitos. Usar a tecnologia em nosso benefício, e racionalizar nossas pequenas escolhas do dia a dia, em prol de uma cidade com maior qualidade de vida.
Em breve poderemos fazer faculdade de casa (Geisy da saia curta estaria a salvo em casa, certamente), já podemod pagar nossas contas sem boleto ou sem ir ao banco, mas será que vamos mudar intrinsicamente como seres humanos, será que teremos mais e mais conciência de nosso efeito como seres interdependentes?
Fica aqui a questão. Monteiro Lobato certamente adoraria tele irradiar seu trabalho de Taubaté para o mundo, em tempo de tele trabalho...
12:21: sai de casa para pagar um boleto que tinha atrasado, e para minha supresa no banco não era possível, a Gerente me mandou de volta para pagar pela Internet. Risos
Na prática agora é assim!